sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tempora mutantur et nos mutamur in illis

Dar limites a uma pessoa e ensiná-la como respeitar as leis pode ser feito de diversas maneiras. Antigamente existiam os confessionários, onde as pessoas eram julgadas e setenciadas após a confissão que era oculta da sociedade, depois os suplícios, onde a sociedade era a plateia qua assistia a punição de um julgamento. E as surras dadas pelos pais, onde, basicamente aprendia-se dentro de casa que deve-se evitar algumas ações, pois caso elas sejam realizadas uma punição física é eminente.
Hoje em dia, a sociedade não aplica mais punições físicas, elas foram substituídas pelo encarceramento e/ou serviços sociais. Entretanto, alguns pais continuam a punir seus filhos de forma física, doutrinando-os em um sistema que não existe mais. Uma criação com punições físicas gerará um adulto inapto ao sistema atual, formará um adulto que procurará um lugar para punir fisicamente as pessoas, pois esta é sua única forma de aprendizado e ele não terá respeito algum pelas regras impostas que não apresentem punição física (estou exagerando ? Talvez não.).
Nossa criação deve ser de respeito mútuo, compreensão das ações com suas implicações em toda a sociedade.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sapientia

Muito antigamente, as pessoas não sabiam ler, e o conhecimento que elas tinham era só aquele ensinado por aqueles fisicamente próximos a elas. Quando as pessoas não faziam nada elas realmente não faziam nada, nem pensavam nada, pois só existia a ação, não existia planejamento.
Antigamente, as pessoas só liam em voz alta e acreditavam que só podiam aprender algo ao escutar. Quando elas estavam paradas ninguém esperava nada delas, pois estar parado é não realizar nada e não se pode aprender nada em silêncio.
Atualmente, as pessoas lêem em silêncio e pensam mais de uma coisa ao mesmo tempo. Uma pessoa parada pode estar fazendo muitas coisas.
Por exemplo, ao ler sobre morangos pensamos em morangos, mas também em vermelho, frutas, alergia, natureza e/ou outras infinidades de coisas, pois conseguimos pensar, aprender e realizar ao mesmo tempo. Uma pessoa parada pode estar planejando algo, resolvendo sua agenda ou aprendendo sobre algo que ela somente assiste, sem sons ou contato.
Essa é uma evolução da sociedade, mas também uma evolução individual, uma vez que na infância não paramos quietos, Tudo que temos é a ação, durante a alfabetização aprendemos a ler e descobrimos que somos capazer de fazê-lo sozinho.
O grande problema está em sermos pressionados a uma cultura linear e compartimentada, devemos enxergar o todo e deve ser divertido.
Acredite, nem todas as pessoas lêem em silêncio ou pensam por si mesmas, mas todas são capazes disso. É preciso estimular o pensamento individual cômico-músical-matemático, é preciso evoluir partindo de um princípio, do ínício, conhecendo nossa origem e capacidade. Libertando nossa própria evolução e nos permitindo reconhecer o antes para avançar o depois. É preciso libertar nossas mentes, desprendê-las dos corpos pois só a estimulação de um garantirá o desenvolvimento dos dois.
Precisamos de uma evolução coletiva, uma revolução individual.

sábado, 9 de julho de 2011

Conscientia

Estar ciente do inconsciente é algo cada vez mais comum na nossa sociedade.
A sociedade atual vive a busca pelo prazer como dever. Os deveres de sociedades antigas implicavam em guerras, destruição, apropriação e devoção. O prazer era a fuga dos deveres.
Hoje, a dedicação a uma causa é avaliada pelo prazer associado. Aspectos socias, ambientais e políticos não são separados dos deveres. Os deveres antigos podiam ter seu prazer associado, mas a sociedade era local. Cada local era diferente, cada sociedade não enxergava seu semelhante em outra sociedade.
As sociedades atuais com o uso de computadores e internet interagem pacificamente. É permitido que encontremos nosso semelhante a quilômetros de distância. Somos educados, ensinados, controlados por toda uma rede global e não mais local como aconteceu por milênios. Somos uma sociedade virtual.
Não é uma limitação é um caractere evolutivo da sociedade moderna. Em minutos descobrimos os significados de sonhos, gestos, palavras, verificamos o que acontece em diversos lugares do mundo, expressamos o que queremos, podemos até viver uma segunda vida.
Entretanto, de todas as possibilidades decorrente de computadores/internet o conhecimento gratuito é a maior de todas. Todas as verdades são apresentadas.
Todos que cresceram com as múltiplas verdades são pessoas diferentes. As crianças ao crescer percebem que elas sentem coisas que o mundo não sente. Isso sempre ocorreu, mas agora percebemos que o mundo sente coisas que não sentimos. E buscar entender o que o mundo sente faz a nossa sociedade especial, nos faz especial. Contruir e obter coisas com prazer e nosso dever para nos desvencilharmos cada vez menos do mundo

sábado, 25 de junho de 2011

Scribendi nullus finis

Desde o primário fujo às redações escolares. Talvez pelo fato de minha mãe ter apagado toda uma redação que escrevi só porque a letra não era bonita. A beleza. Em casa o primeiro valor a ser avaliado era estético. A estética na escola era criticada, o valor lá era o conteúdo. E assim fui andando em dois mundos que convergiram na faculdade.
A faculdade é um ambiente deveras complicado, muitas realidades em confronto na mente extremista dos adolescentes. E adolescentes adoram fugir da realidade. Lá estava eu fugindo dos dois mundo que estavam se tornando um terceiro. O terceiro mundo só existe dentro de mim, é a minha atual visão do mundo comum.
Hoje não estou no mundo familiar, nem no mundo escolar, mas no meu mundo real (meu terceiro mundo). A realidade que construí começa a ser lapidada pela realidade das pessoas a minha volta. Pessoas que não querem cuidar de mim, mas discutir a minha visão de mundo e até mesmo aprender como é o meu mundo.
É difícil me permitir lapidar, sofro cada vez que perco um pouco de mim. Mas deve ser assim que a gente se encaixa no mundo. O mundo não persegue ninguém. Então, sem mais fugas.
Alguns me lapidarão e/ou vão escrever o mundo comigo. O que tenho que fazer é superar o passado e não temer o futuro. E, é claro, escrever para ser eterna.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

In vino veritas

Voltei.
A mente nunca perde tempo, talvez o tempo perca um pouco da mente. E daí ficamos demente.
Voltemos ao vinho, mas por que o vinho? Hoje acordei cansada, como sempre, mas corri e cansei o corpo para descansar a mente.
No trabalho vejo sequencias de verdades limitadas no tempo e no espaço. Não acredito em catastrofismo, acredito em ciclicidade. Se na Inglaterra plantava-se vinho nada estará mudado irrevogavelmente até que lá plante-se banana.
Esse excesso da mão do homem no clima me cansa, mas de certo modo é parte do ciclo: O retorno do acoplamento religião/ciência.
Este é outro assunto, nele eu vou caprichar.
Mas o importante é que voltei, junto com a estação dos vinhos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Autumno

A beleza do paralogismo nos permite muitas coisas, eis uma delas.
Esquenta, esfria e boom!
Agora de trás pra frente:
O que foi a Peste bubônica?
Foi uma doença transmitida por pulgas (encontradas em ratos) que dizimou a Europa no século XIV (BOOM).
Por que havia tantos ratos junto as pessoas?
Os ratos acostumados ao clima tropical/temperado não suportavam o frio que estava assolando a Europa e procuravam lugares quentes: as casas na cidade, pois o campo agora estava frio.
O século XIV pode ser considerado o período de transição entre o Ótimo Climático Medieval e a Pequena Idade do Gelo. Logo o século XIV estava esfriando (ESFRIA).
E por que antes havia tantos ratos?
Entre os séculos X e XII a Europa viveu um período de clima muito agradável. Muito Sol, calor no verão e invernos amenos. Os mamíferos adoravam e se reproduziam muito. Todas as espécies viviam muito bem, e bem distante umas das outras. Foi a época quente (ESQUENTA).

Portanto a peste bubônica foi uma doença de causa climática.
1) A Europa esquentou, século X;
2) Diversas espécies aumentaram em número de indivíduos e extensão territorial;
3) A Europa iniciou um período de queda da temperatura;
4) As populações de rato e humana competiam por espaço;
5) A pulga do rato transmitia a peste para o ser humano;
6) As populações entraram em equilíbio;
7) A Europa esfriou e o clima alterou a extensão territorial de muitas populações.

Mas o ser humano tem calefação e não é fortemente limitado pelo clima. Será?

domingo, 20 de junho de 2010

Callidus est latro, qui tollit furta lat

Como acontecem coisas...

São pequenas as diferenças que nos tornam quem somos. Os caminhos, apesar do que dizem, não convergem, a distância realmente aumenta com o tempo, e a observação nos torna frios.
Descobrir é algo inerente a observação, divulgar o que se sabe faz o mundo dos aprendizes mais simples que o dos mestres, e isso as vezes os assusta. Não vim ao mundo por nenhum propósito divino, sou demasiadamente humana para isso, mas preciso de um mundo simples.
Preciso de coragem pra continuar, para falar e principalmente para escrever.

Não continuei até hoje, simplesmente procrastinei tudo, a respiração inclusive.

Quem sabe não consigo roubar o ar que ainda resta.