quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Homo sapiens cativus vs Homo sapiens selvagem

Aparentemente temos um novo vírus mortal transmitido globalmente via TVs e internet. Não sabemos se ele realmente existe ou se é só um furor dos meios de comunicação para acelerar a venda de remédios e impulsionar a indústria farmacêutica (que estava perdendo espaço para excelente dietas nutricionais).

Vírus estão por aí, sempre em mutação, e servem para manter o controle populacional. A natureza (Gaia) sabe muito bem o que faz. E, bons políticos não perdem tempo culpando mudanças climáticas pelos desastres naturais, nem divulgando o pânico quando estatisticamente não há motivo para isso.

Mas, vamos ao ponto de interesse:

Ultimamente vivemos em uma sociedade que permite a vida cativa sem ônus para a economia. Trabalha-se em casa, consome-se em casa (parte alimentar e ludica) e estabelecemos contatos sociais sem sair de casa. Entretanto aulas e escolas, em sua maioria, exige nossa presença física.

Eis que surge H1N1.

Caso continuemos com este medo de tudo que nos cerca: jamais tomaremos sol, devido ao câncer de pele; não será permitido viajar, pois cada lugar possuí vírus e bactérias locais as quais nós não somos imunes e extrapolando: não sairemos de casa.

Logo será criado o Homo sapiens cativus, vivendo no seu cativeiro particular, seu bunker.

Em contrapartida teremos o Homo sapiens selvagem que irá se recusar a obedecer leis xenofóbica e este modo de vida estático, algumas pessoas, tal como esta que vos escreve, precisa de Sol, de viagens, de gripes, tosses, catapora, rubéola, infecções, febres, crises de alergia, essas coisas que nos torna humanos. Adoecer é temporário e nos torna mais forte.

A H1N1 não é uma gripe forte, não mata na mesma taxa que gripes preocupantes que ocorreram antigamente, mas talvez ela seja o treinamento para futuros vírus que serão liberados no ambiente. É necessário nossa exposição a todos os vírus que não são verdadeiramente mortais, tal como este, para quando o vírus mortal natural aparecer estarmos um pouco mais fortes do que uma pessoa que sempre viveu em uma bolha. Mas é claro que esta é a opinião de um Homo sapiens selvagem, aqueles que são Homo sapiens cativus ficam felizes em viver em suas bolhas por toda a sua existência.

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