quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cogito, ergo sum

Descobri que sou atéia, daí concluí que nunca terei conforto espiritual.
Ao ser evolucionista cancelei a possibilidade de ter filhos, uma genética tão ruim quanto a minha não deve ser passada a diante.
O que me restou foi: acordar, rir, ironizar e estudar, pois ateus dificilmente são suicidas.
Ao tentar escrever: um grande problema. Como ávida leitora a comparação é automática e precede o papel. Desta forma sempre baixa o 'branco'! E a tristeza, mais na forma de ausência de alegria do que propriamente lágrimas, se apossa do ambiente.
Mas como ser humano insistente as coisas acabam mediocrimente dando certo. A dúvida sempre existirá: sou eu um medíocre ou uma essência castrada?
Será que a banalização do mundo é feita de essências que são castradas durante a infância, adolescência e até mesmo idade adulta ou por domínio de seres somente capazes de reproduzir sem refletir.
Mesmo refletindo ajo como a massa de manobra?
O que me distancia da massa: 1) acredito que trabalhores de shopping seja um novo sistema de escravidão, logo não os frequento; 2) o alimento deve ser para o corpo, não para o prazer, logo nada de fast food; 3) TV, não obrigado.
O que me aproxima da massa: 1)escrevo em blogs; 2)me acho melhor que o restante; 3)me acho pior que o restante
Será que falta lítio?