sábado, 25 de junho de 2011

Scribendi nullus finis

Desde o primário fujo às redações escolares. Talvez pelo fato de minha mãe ter apagado toda uma redação que escrevi só porque a letra não era bonita. A beleza. Em casa o primeiro valor a ser avaliado era estético. A estética na escola era criticada, o valor lá era o conteúdo. E assim fui andando em dois mundos que convergiram na faculdade.
A faculdade é um ambiente deveras complicado, muitas realidades em confronto na mente extremista dos adolescentes. E adolescentes adoram fugir da realidade. Lá estava eu fugindo dos dois mundo que estavam se tornando um terceiro. O terceiro mundo só existe dentro de mim, é a minha atual visão do mundo comum.
Hoje não estou no mundo familiar, nem no mundo escolar, mas no meu mundo real (meu terceiro mundo). A realidade que construí começa a ser lapidada pela realidade das pessoas a minha volta. Pessoas que não querem cuidar de mim, mas discutir a minha visão de mundo e até mesmo aprender como é o meu mundo.
É difícil me permitir lapidar, sofro cada vez que perco um pouco de mim. Mas deve ser assim que a gente se encaixa no mundo. O mundo não persegue ninguém. Então, sem mais fugas.
Alguns me lapidarão e/ou vão escrever o mundo comigo. O que tenho que fazer é superar o passado e não temer o futuro. E, é claro, escrever para ser eterna.

0 comentários:

Postar um comentário