Muito antigamente, as pessoas não sabiam ler, e o conhecimento que elas tinham era só aquele ensinado por aqueles fisicamente próximos a elas. Quando as pessoas não faziam nada elas realmente não faziam nada, nem pensavam nada, pois só existia a ação, não existia planejamento.
Antigamente, as pessoas só liam em voz alta e acreditavam que só podiam aprender algo ao escutar. Quando elas estavam paradas ninguém esperava nada delas, pois estar parado é não realizar nada e não se pode aprender nada em silêncio.
Atualmente, as pessoas lêem em silêncio e pensam mais de uma coisa ao mesmo tempo. Uma pessoa parada pode estar fazendo muitas coisas.
Por exemplo, ao ler sobre morangos pensamos em morangos, mas também em vermelho, frutas, alergia, natureza e/ou outras infinidades de coisas, pois conseguimos pensar, aprender e realizar ao mesmo tempo. Uma pessoa parada pode estar planejando algo, resolvendo sua agenda ou aprendendo sobre algo que ela somente assiste, sem sons ou contato.
Essa é uma evolução da sociedade, mas também uma evolução individual, uma vez que na infância não paramos quietos, Tudo que temos é a ação, durante a alfabetização aprendemos a ler e descobrimos que somos capazer de fazê-lo sozinho.
O grande problema está em sermos pressionados a uma cultura linear e compartimentada, devemos enxergar o todo e deve ser divertido.
Acredite, nem todas as pessoas lêem em silêncio ou pensam por si mesmas, mas todas são capazes disso. É preciso estimular o pensamento individual cômico-músical-matemático, é preciso evoluir partindo de um princípio, do ínício, conhecendo nossa origem e capacidade. Libertando nossa própria evolução e nos permitindo reconhecer o antes para avançar o depois. É preciso libertar nossas mentes, desprendê-las dos corpos pois só a estimulação de um garantirá o desenvolvimento dos dois.
Precisamos de uma evolução coletiva, uma revolução individual.